Página destinada à publicação dos textos e outros trabalhos dos meus alunos do 7ºE

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Era uma vez um rapaz que se chamava Jess, morava com a mãe, com o pai e com a sua irmã Meddy.

Na escola estavam a preparar uma competição para os alunos correrem, o Jess e a sua turma iam participar, mas nesta corrida só iam rapazes, até que, o rapaz viu que uma rapariga ia correr também. Quando a corrida acabou, ela tentou conhecê-lo, mas o Jess não quis.

Quando o rapaz ia para casa viu que a rapariga também ia e perguntou-lhe:

- Andas a seguir-me?

- Não, eu sou tua vizinha, logo, vim para a minha casa. -respondeu a Lesly.

No dia seguinte, a rapariga tentou conhecer o rapaz outra vez e por fim conseguiu, a partir desse momento eles ficaram amigos muito amigos mesmo. Ao fim da tarde, quando iam para casa, a rapariga disse:

- Vamos fazer uma corrida?

- Sim, vamos – respondeu o rapaz – um…dois…três…partida - disse o rapaz.

E começaram a correr, divertiram-se tanto que nem deram conta que já estavam no meio da floresta.

Quando acabaram a corrida, viram um rio com uma corda pendurada na árvore e a Lesly disse:

- Vamos passá-lo, e vamos fazer com que este seja o nosso lugar secreto vamos chamá-lo de Petruil.

O Jess não achou muita graça quando a rapariga disse para passarem o rio pela corda, pois a corda já estava pendurada há muito tempo, mas ele aceitou e foi.

Mais à frente viram um carro já muito velho no meio da floresta, a rapariga começou a dizer que era o carro do rei das trevas, e que os seus prisioneiros estavam à espera que eles os salvassem. Assim que a Lesly acabou de falar, eles ouviram correntes no chão e o rapaz perguntou:

- Lesly o que é isto?

-Isto são os cavaleiros do rei das trevas, ele mandou-os para nos assustarem para depois nós fugirmos. – respondeu a rapariga.

E continuaram, até que se depararam com uma casa na árvore que estava já muito velha também, mas que eles adoraram-na. Subiram para a ver, mas de repente começaram a cair pinhas mas estas não eram pinhas normais, eram granadas. Assim que o rapaz as viu, mandou-as logo para longe, depois olharam para cima para ver quem é que as estava a atirar e viram que eram esquilos muito peludos e com dentes e garras muito afiadas. Eles, em vez de fugirem,  começaram a lutar com aqueles terríveis monstros e estes acabaram por ir embora.

Mais tarde, o Jess e a Lesly foram para casa e combinaram em voltar lá outra vez para arranjar a casa.

No dia seguinte, iam a caminho da escola e uma rapariga, a Mary, que era a rapariga mais terrível da escola tramou o Jess dizendo que ele lhe tinha pregado uma rasteira. O motorista ouviu e o rapaz teve de ir a pé para a escola. Lá ele e a Lesly pregaram uma partida a Mary mandando um bilhete fingido ser de um rapaz gostava dela, ela acreditou e foi perguntar ao rapaz de quem ela gostava se era verdade, e como era mentira, só fez figura de parva.

No caminho de volta eles só faziam rir da Mary. Quando o autocarro parou na paragem eles saíram e começaram a correr em direcção à floresta, passaram o rio pela corda e começaram a correr para a casa da árvore e, quando lá chegaram, já tinham em mente que a iam arranjar e arranjaram. Quando acabaram, ouviram uns barulhos esquisitos e foram ver o que era, mas quando saíram a porta tiveram de voltar para trás, pois ia cair uma árvore mesmo em cima da casa e a Lesly disse:

- Isto só pode ter sido o ogre do rei das trevas mais uma vez para nos assustar!

- Um ogre? – perguntou Jess muito assustado.

- Sim, vamos ver, anda! – respondeu a rapariga.

E foram, viram as suas pegadas e a rapariga suspirou e disse:

- Se tivéssemos um super cão farejador de ogres, ele podia seguir o rasto do ogre. Assim podíamos apanhá-lo.

Começou a escurecer e eles voltaram para casa. Na manhã seguinte, como era habitual, eles foram para a escola, e viram que a Mary estava num canto a chorar e o rapaz disse:

- Lesly, vai lá falar com ela!

- Eu? – perguntou a rapariga.

- Sim tu, és rapariga pode ser que a percebas, e aliás uma rapariga que enfrenta um ogre não pode ter medo da Mary. – respondeu o rapaz.

- Ok, eu vou. – disse a rapariga

 E lá foi ela. A conversa demorou muito tempo, pois a Mary estava a desabafar tudo com a Lesly.

 Mais tarde como era normal eles voltaram para Petruil, e Lesly contou ao Jess o que estava a acontecer com a Mary, e a rapariga disse:

- Ela está muito mal, porque o pai dela anda muito furioso e anda a bater-lhe, e também e por causa da nossa partida ela diz que agora todos os seus amigos gozam com ela, ela até me pediu um conselho.

- O quê, a Mary pediu-te um conselho? – perguntou o rapaz muito espantado - E o que é que tu lhe disseste? – perguntou o rapaz.

- Eu disse que ela devia de ignorar, como eu fiz quando andavam a gozar comigo por eu não ter televisão. - respondeu a rapariga – Vamos mudar de assunto! – exclamou a Lesly.

Lesly acabou de falar e desta vez eles ouviram gritos, correntes e viram os cavaleiros do rei das trevas. O rapaz disse muito encorajado:

- Desta vez vou dar cabo deles, andam para aqui a assustar-nos e já não tem graça, vou dar-lhes uma lição!

 A Lesly riu-se e disse:

- Sim, mas para isso tens de ser mais esperto que o rei das trevas!

 Na manhã seguinte, quando deu o toque de entrada, dois colegas dos Jess empurraram-no para o chão fazendo com que o seu livro de desenhos caísse. A professora que ia a passar disse:

- Tens muito jeito para a arte!

- Obrigado! – exclamou o rapaz.

- Não te devias preocupar com o que os outros fazem ou dizem, ignora-os. -aconselhou a professora.

Jess não disse nada e foi para a sala. Lá ele só pensava na sua aventura ao longo destes dias todos.

No toque de saída o Jess e a Lesly começaram a correr em direcção ao autocarro para apanhar lugar, quando chegou a sua paragem eles começaram a correr em direcção à floresta, passaram a corda e chegaram a Petruil. Mas desta vez não aconteceu nada porque eles só foram ver se estava tudo bem, porque entretanto começou a chover muito.

 Mais à noite, quando o Jess estava em casa deitado na cama, a sua professora telefonou a perguntar:

- Amanhã queres vir comigo ao museu, como amanhã é sábado?

- Pode ser, até amanhã e obrigada. – respondeu o rapaz.

 Na manhã seguinte ele fez os seus trabalhos e à tarde a professora foi buscá-lo para irem ao museu. Quando ele passou à casa da Lesly ficou muito pensativo e a professora perguntou:

- Queres que pare?

Ele gaguejou e com cara triste disse:

-Não, não é preciso obrigado!

- Ok!

E foram-se embora. Lá no museu ele ficou espantado ao ver tanta beleza e a professora, com uma cara espantada, disse:

- Não me digas que é a primeira vez que cá vens?

- Por acaso é, professora! – respondeu Jess.

  Quando vinham a caminho de casa, a professora interrogou:

- Gostaste?

- Sim, adorei! – respondeu o Jess – Pode ser que qualquer dia poderemos voltar a repetir! – exclamou o rapaz.

- Sim, claro. – disse a professora.

E o Jess saiu do carro e foi para casa. Quando lá chegou, estavam todos a chorar; a mãe, o pai e a irmã. Assim que ele entrou a porta, a mãe agarrou-se a ele a chorar e exclamou muito triste:

- Julgávamos-te morto!

- Morto?! – perguntou o rapaz – Porquê?

  Os pais olharam um para o outro e o pai disse:

- A Lesly morreu!

- O quê?! Como?! – Perguntou o rapaz assustado e a chorar.

- Encontraram-na morta ao pé do rio. Pelo que os pais dela disseram ela ia a passar o rio, a corda partiu-se e ela partiu o pescoço. – respondeu o pai baixando a cabeça e pondo a mão no ombro do filho.

- NÃO, NÃO! Aquela corda nunca se partirá. – disse o rapaz furioso. – Vocês estão a mentir, é impossível! – exclamou Jess.

 Assim que acabou de dizer isto, saiu a correr de casa e foi ver se a corda estava partida. Quando lá chegou disse:

- Não pode ser, é impossível a corda estar partida!

Mas, na verdade, a corda estava mesmo partida. Ele começou a correr em direcção à casa dos senhores Mcphil’s, e viu que estavam lá a polícia e os bombeiros. Mais tarde foi para casa e a mãe disse:

- Vamos lá dar os nossos pêsames!

Quando chegaram a casa dos senhores Mcphil’s depararam-se com muita gente e o pai da Lesly disse:

- Jess, foste um amigo espectacular para a Lesly e acho que ela queria que tu soubesses que ela gostava muito de ti e não queria que nada de mal te acontecesse e queria também que soubesses que foste o melhor amigo que ela teve até hoje.

- Obrigado, senhor Mcphil! Eu também gostava muito da sua filha, ela era maravilhosa. – disse Jess.

- Se a tivéssemos convidado, nada disto acontecia e aposto que ela iria adorar tanto como eu.

- Jess……… – disse a professora.

 Mas não teve tempo de dizer mais nada, pois o rapaz já se tinha ido embora.

 No dia seguinte o rapaz viu que o pai da Lesly ia sair com o carro das madeiras e começou a correr em direcção ao carro e a dizer:

- Pare, pare, por favor, pare.

 E o Senhor não parava, ele ainda correu uns bons 3km, mas depois o pai da Lesly parou e disse:

- Desculpa rapaz não te via mas diz lá o que queres!

- Posso usar as suas madeiras? – perguntou Jess.

- Podes, claro, eu já não as vou usar. – respondeu gentilmente o senhor.

- Obrigado! – exclamou Jess.

Jess começou a correr para a casa do senhor Mcphil para ir buscar as madeiras e, quando lá chegou, pegou pelos menos em dez pedaços de madeira e levou-as para junto do rio.

Ele começou a fazer uma ponte para passar para o lado de lá pois acreditava que a alma da Lesly ainda estava lá para brincar com ele. Assim que acabou a ponte foi chamar a sua irmã Meddy e disse-lhe:

- Meddy, vem comigo para eu te mostrar uma coisa, mas não podes dizer a ninguém, está bem?

- Está bem! – respondeu a menina.

E o Jess levou a irmã de olhos fechados até à ponte. Quando lá chegou ele disse:

- Já podes abrir os olhos!

 A Meddy ficou espantada e disse:

- Uaaaaaaaaaaauuuuuuuu! Foste tu que fizeste?

- Sim, fui! – respondeu Jess. – Agora vou-te pedir para fechares os olhos e imaginares coisas espectaculares! – exclamou o rapaz.

- Posso imaginar que sou uma princesa e que tenho um reino lindo com flores roxas, que as pessoas são esquisitas? – perguntou Meddy.

- Podes, claro, podes imaginar o que tu quiseres! – respondeu o rapaz.

- E tu podes ser o rei? – perguntou a menina.

- Só se tu fores a princesa, combinado? – respondeu o rapaz.

- Combinado! – exclamou a Meddy – O nosso reino é lindo não é? – perguntou.

- É lindo! – exclamou o rapaz.

 A partir daí eles lutaram os dois contra o rei das trevas, ficaram mais unidos, com um enorme reino e com todos os habitantes de Petruil do lado deles. À medida que eles iam crescendo, iam ficando com mais força e mais unidos do que nunca mas nunca esquecendo do que a Lesly dizia:

“ A união faz a força!” e sempre que lutavam, sentiam que a Lesly estava ali a ajudá-los.


 

Joana A. 
 

publicado por ML às 23:17

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